Antes de mais, pedir desculpa aos meus editores por andar fora destas lides, por não vos atender os incessantes telefonemas, mails e outros meios de contacto só possíveis devido à invenção do micro-chip no dia 16 de dezembro de 1947. Como vos tinha explicado, tudo se deveu à minha Carta de Escritor ter expirado e ter sido uma confusão renová-la. Primeiro pediram-me uma declaração da entidade patronal a confirmar a minha actividade profissional, obviamente não tinha, sou escritor a recibos verdes! Sendo assim pretendiam a última declaração de IRS, obviamente não tinha, não me pagam para isto! Certificado de habilitações? Não tinha, fui auto-didacta (para o bem e para o mal!). Bem, mas está tudo ultrapassado, a senhora da secretaria conhecia um dos meus primos de França e lá se desenrascou uma guia provisória ao abrigo da qual se escreve este Post. De qualquer forma, fiquei de investigar como se arranja esse título de escritor. Não me parece uma tarefa muito difícil, Robert Schuman ao discursar a 9 de Maio de 1950 evocando as ideias fundadoras da União Europeia, permitiu a criação de cursos financiados para tudo e mais alguma coisa! Foi isso, Jipes para os agricultores, a livre circulação dos primos de França, uma bela forma de passar o domingo votando nos EuroDeputados, a Euronews para quem tem insónias, o símbolo CE nos brinquedos de forma a tornar mais triste e enfadonha a infância dos infantis e a subida concertada dos preços no dia da entrada em vigor do "Éro". Não será por acaso que esta instituição se começou por chamar CECA (lê-se "granda séca"....)! De qualquer forma não era este o móbil do comunicado de hoje (Post definitivamente fica mais fixe...). O que me moveu hoje foi ter-me apercebido que a minha carteira já não abriga de forma humana todos os cartões que lá habitam! Eles são da Gasolineira, do VendeComida, do VendeMóveis, do ForneceDinheiro, do GaranteSaúde, do QuantoJáGastasteAVoarConosco, do PodesConduzir, do PodesVotar, do AlémdoNomeÉsUmaDatadeNúmeros e claro, do Glorioso! É claro que me perguntei logo, "Não dava pra fazer como o penteadinho do Palácio de São Bento disse e juntar isto tudo num só?!". A pergunta é mais que legítima mas a resposta é mais que óbvia, e o pessoal do Microchip ia viver do quê?!!!terça-feira, 21 de julho de 2009
Simplex!
Antes de mais, pedir desculpa aos meus editores por andar fora destas lides, por não vos atender os incessantes telefonemas, mails e outros meios de contacto só possíveis devido à invenção do micro-chip no dia 16 de dezembro de 1947. Como vos tinha explicado, tudo se deveu à minha Carta de Escritor ter expirado e ter sido uma confusão renová-la. Primeiro pediram-me uma declaração da entidade patronal a confirmar a minha actividade profissional, obviamente não tinha, sou escritor a recibos verdes! Sendo assim pretendiam a última declaração de IRS, obviamente não tinha, não me pagam para isto! Certificado de habilitações? Não tinha, fui auto-didacta (para o bem e para o mal!). Bem, mas está tudo ultrapassado, a senhora da secretaria conhecia um dos meus primos de França e lá se desenrascou uma guia provisória ao abrigo da qual se escreve este Post. De qualquer forma, fiquei de investigar como se arranja esse título de escritor. Não me parece uma tarefa muito difícil, Robert Schuman ao discursar a 9 de Maio de 1950 evocando as ideias fundadoras da União Europeia, permitiu a criação de cursos financiados para tudo e mais alguma coisa! Foi isso, Jipes para os agricultores, a livre circulação dos primos de França, uma bela forma de passar o domingo votando nos EuroDeputados, a Euronews para quem tem insónias, o símbolo CE nos brinquedos de forma a tornar mais triste e enfadonha a infância dos infantis e a subida concertada dos preços no dia da entrada em vigor do "Éro". Não será por acaso que esta instituição se começou por chamar CECA (lê-se "granda séca"....)! De qualquer forma não era este o móbil do comunicado de hoje (Post definitivamente fica mais fixe...). O que me moveu hoje foi ter-me apercebido que a minha carteira já não abriga de forma humana todos os cartões que lá habitam! Eles são da Gasolineira, do VendeComida, do VendeMóveis, do ForneceDinheiro, do GaranteSaúde, do QuantoJáGastasteAVoarConosco, do PodesConduzir, do PodesVotar, do AlémdoNomeÉsUmaDatadeNúmeros e claro, do Glorioso! É claro que me perguntei logo, "Não dava pra fazer como o penteadinho do Palácio de São Bento disse e juntar isto tudo num só?!". A pergunta é mais que legítima mas a resposta é mais que óbvia, e o pessoal do Microchip ia viver do quê?!!!domingo, 19 de julho de 2009
Prefácio, por Johnson II
15 de Julho de 1099: Primeira Cruzada, os cristãos conquistam a basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém tomando a cidade após um ataque final e terminando com o Cerco de Jesuralém. Para a revista Rolling Stone, Nevermind dos Nirvana é o 17 melhor álbum de todos os tempos. Segundo o Diário Económico, em 2009 Moscovo é a 3ª Cidade mais cara do nosso Mundo. Poderia ter-vos aqui distraídos o resto da tarde com listas, efemérides, factos históricos e mais cenas que não lembram ao puto que nasceu no ano 0 a.c./d.c. Essa seria a maneira mais expectável e enfadonha de vos retropassar e como tal pondero duas vezes se não é isso que merecem... De qualquer forma, isso terá de ficar para outra vez, hoje é dia de apresentações e isso leva-me a outro problema, o porquê de nos países macho-latinos a maior parte das confusões começar com a atribuição errada do título ao nosso interlocutor. "Ah, não é Sr. Tiago? Como? Prof. Doutor? Ah não, ok... Chanceler talvez? Ah! É Sr. Vereador/Coronel Tiago. Epah, desculpe lá mas tenho de ir andando que já se me foi o tempo, talvez amanhã possamos esclarecer se o devia ter avisado mais cedo que tinha a braguilha aberta!". Continuando as apresentações, e porque a responsabilidade de ser lido por vós é grande, tenho de arrepiar caminho e vos falar de como é bom e securizante nos nossos dias ter alguém que vos possa demonstrar que o mundo é um sítio com sentido, que existe uma ordem maior neste caos, dizer-vos que a palavra Evangelizar foi inventada no passado mas a pensar neste Blog, e que acreditar nisto tudo é o mesmo que ingressar de forma voluntária e alegre num hospício perto de si. Eu sei que isto não era necessário, mas pelo menos assim já perceberam que não devo ser uma daquelas personagens que são convidadas para escrever prefácios e apresentações, apenas porque alguém conhecido de muita gente (o que não deveria significar importante...) decidiu que eu sou suficientemente importante para merecer essa honra. Honra seja dita, não havia grandes apresentações a fazer, ninguém sabe onde isto vai parar, existe apenas a ténue garantia que em três grandes escritores com que conta esta casa, algum há-de safar isto!*Publicado a 14-07-2009 em www.retropassagem.blogspot.com
terça-feira, 21 de abril de 2009
"De quê?!"
Será que quando inventaram o "Livro de Bolso", estavam a pensar no bolso do senhor aqui do lado?! Ou é isso, ou então tenho que ter uma conversa com o meu alfaiate...segunda-feira, 13 de abril de 2009
Poluição: Confusão Gramatical ou Distúrbio Obsesivo Compulsivo?
Usufruindo de todo este tempo livre dei por mim a pensar em algo que me deixou realmente, digamos, baralhado, isto para não dizer que os alicerces do meu remoto pensamento ecológico poderão estar a ruir, as we speak! Contudo, percebendo que já terão o olho franzido, tenho de vos pedir que sigam comigo alguns dos corredores desarrumados e com luz ténue que fazem parte do meu cérebro, de modo a poder ser levado a sério. Se eu deitar uma garrafa no oceano, ela vai ficar por lá a desfazer-se, se forem muitas pessoas a fazer isso vai ficar uma porcaria. Se eu deixar um pacote de bolachas numa pradaria, ela vai ficar por lá a desfazer-se, se forem muitas pessoas a fazer isso vai ficar feio. Ou seja, dá-me a impressão que quando se fala de poluição, o que se quer mesmo dizer é desarrumação-do-mundo que faz sofrer os obsessivos-compulsivos. Sendo assim, se toda a gente meter o lixo numa mesma zona, longe da vista de todos, parece que tudo está mais limpinho e arrumadinho podendo-se dizer, se assim o quiserem, que não está "poluído". A poluição será então uma palavra que está para a consciência adulta como o Papão está para a criançada, não existe e apenas serve para eliminar ou retrair comportamentos que chateiam outras pessoas. Enfim, isto deixa-me algo apreensivo com o tipo de pessoas que podemos encontrar por aí, vai na volta e começam a inventar palavras como aquecimento-global, apenas porque gostam do mundo fresquinho tal como se encontra hoje.sexta-feira, 10 de abril de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
"Porque raio é que só pela boca morre o peixe?!"
Existe uma razão fortissíma pare ter havido esta pausa, aliás, seria difícil que a razão fosse fraquinha, a razão por si só devia ser forte, e a não razão devia ser a fraca, tipo código binário (quem tiver dificuldades pergunte ao seu amigo informático). Ou seja, ao bom estilo da infância, a qual recorremos sempre que se se está em estado de, digamos, "à rasca para justificar o injustificável", a pausa foi, porque sim. Bom, justificado o injustificável, vamos precisamente recorrer à infância, chegar ao presente, pensar no futuro e ainda dar-vos uma lição, tudo numa só frase.Os nossos pais eram Tony´s porque viam novelas, nós somos Fixes porque vemos séries, qual será a palavra que a geração que está aí a sair vai inventar para se safar?
Dou-vos uns dias para reflectirem.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
"Há coisas levadas da Breca!"
Então..? Queres ver...? Naa, não pode ser! Queres ver que vou ficar rico de repente?! Como? É simples! Se o Estado Português salva e paga a bancos privados o dinheiro que perderam em investimentos da Bolsa, quer dizer que o Marques pode também pedir ao Estado Português a devolução de todo o dinheiro que já perdeu no Poker! Vai ser bonito vai...chega para todos, só não se esqueçam de uma coisa "Eu vi primeiro!"
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
"Lá na França é que é!!!"
Antes de mais deixar um pequeno reparo. Ouve-se muitas vezes dizer (talvez em desespero, digo eu) que o silêncio é uma forma de comunicar. Ora, alguém se sentiu comunicado durante esta minha ausência? Não começem a pensar, eu respondo, claro que não! Continuando o devaneio, prometo que este post não trata da Meia da Raquete, do Ferrero Rocher de Natal, da Matrícula Amarela, do Brioche, da Velo, nem outras instituições que nos inundam no verão, acompanhadas por um sotaque estranho com uma linguagem que é um misto de Alemão com Checoslovaco (ninguém me convence que aquilo são Portugueses a falar Francês, vocês são mas é malucos!). Este post (antigamente chamaria-lhe texto mas é mais "fixe" assim) trata de algo que sempre achei estranho na maneira dos nossos professores nos ensinarem a olhar para o mundo. Andámos nós anos e anos a descobrir que os esquimós têm não sei quantas palavras para descrever o branco, que a malta chinesa tem não sei quantos nomes para o arroz, que os italianos têm não sei quantos nomes para a massa, que os russos têm não sei quantas bonecas que encaixam umas nas outras (ainda estou para perceber qual a piada disso), que os espanhóis têm não sei quantos jogos estúpidos para justificar bubadeiras em tempos recorde, e no fim de tudo apenas me ocorre dizer, grande coisa! Será que se esqueceram que seria muito mais útil ensinar coisas que pudessem ser aplicadas no nosso feudo? Não seria muito mais útil instruir as crianças desde pequenas a decorar as não sei quantas maneiras que o Português tem para beber o café? Ele é curto, pingado, abatanado, cheio, com adoçante, chavena escaldada, chavena fria, galão, meia-de-leite, etc, etc. Não seria muito mais útil ensinar as mil e uma maneiras do Português cozinhar o Bacalhau? Ele é à Brás, à Zé do Pipo, à Lagareiro, à Pastor, à Lenhador, à Polícia, à Técnico Administrativo de grau II, etc, etc. Não seria mais útil ensinar as mil e uma maneiras de contornar tudo o que é obrigações e deveres para com o Estado? Ah, ok, esta já é genética... Não seria mais útil ensinar as mil e uma maneiras de estacionar um carro sem ser em 2ª fila? Ele é em espinha, nos sítios marcados, em parques desenhados para o efeito, etc, etc. Mas não, isto ninguém perde tempo a ensinar, depois admiram-se que ninguém saiba explicar porque raio pede um galão e não uma meia de leite! Como tal, e mostrando o meu sinal de revolta digo:"Lá na França é que é!!!"
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
"Marcelo, os Matemáticos deviam ser presos?"
Mais uma vez provamos que os infantis, putos portanto, têm sempre razão. Lembro-me, não 10 vezes, de ouvir os rapazes proferir as seguintes frases (entre um ou outro piropo à Ana) contra os professores de Matemática:-"Aquele teste era um crime"
-"Vá roubar prá estrada"
-"Fui roubado na nota"
-"Tou a ver que tenho de lhe trazer um presunto pra passar a isto"
Reunindo estes ecos da infância, e juntado alguns pensamentos só possíveis na idade grande, chegamos à conclusão que ser Matemático é como ser Criminoso. E para não dizerem que é só infâmias e calúnias infundadas cá vai:
-Os criminosos subtraem bens. E os matemáticos, não subtraem?
-Os criminosos adicionam substâncias. E os matemáticos, não adicionam?
-Os criminosos multiplicam os seus crimes ao longo da carreira. E os matemáticos, não multiplicam?
-Os criminosos dividem o seu tempo entre várias actividades ilícitas. E os matemáticos, não dividem?
Sei que poderá haver muita cara de espanto, muitos de vocês estão já a pensar em comprar novas fechaduras, outros já puseram 10% do seu ordenado de lado para oferecer ao Srº Professor, os mais sensatos tiram os miúdos da escola. Eu não queria alarmar a população, mas perdoem-me, contra estes factos, não há argumentos!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
"Mas porquê?!"
No outro dia, o qual não sei precisar, e que nem conta muito para a história embora sinta necessidade de balizar na linha do tempo os fenómenos sobre os quais reflicto, pensei em algo estranho. Então não é que um indivíduo passa uma vida de infância, de pureza e diversão, a adorar uma série de gajos, e um dia mais tarde, mais precisamente no outro dia, descobre um facto que faz ruir todos os alicerces por onde se contruíu essa bela existência?! Confesso que sinto algum receio em partilhar este facto, mas, como creio que muitos se vão rever neste grande "#%$%$&%", aqui vai. Quantos super-heróis, daqueles que voaram pelas vossas casas, que derrotaram os mauzões nas tardes passadas na casa dos avós, que vos permitiram "sacar" a Inês no intervalo, usam as cuecas no sítio certo?! Não voltem a ler, está mesmo certo, cuecas no sítio certo! Que credibilidade tem um gajo que usa algo que se chama de "roupa interior", do lado "exterior"?! Problemas de leitura? Problemas de lateralidade? Será que no meio da confusão da cabine telefónica os (agora) tonys não percebiam que iriam salvar o mundo da forma mais ridícula?! Vá lá que não prendiam o (agora) xaile noutros sítios menos próprios, era bonito era! É que nem os putos que usam cuecas com temas de super-heróis as usam do lado de fora! Enfim...acho que é este o marco que me permite dizer que entrei na idade adulta!terça-feira, 16 de setembro de 2008
"Aquilo está cheio de efeitos espaciais!"
Certamente já se aperceberam que nem todos os filmes têm origem num rasgo de imaginação do seu realizador. Bom, eu diria que nenhum, o que há é uma gestão de ingredientes já usados, aplicados em fórmulas que permitem a variação de uma ou outra variável (adepto do pleonasmo, já sabem), as quais levam a um resultado aparentemente inovador. Ou seja, porque não englobar a categoria de realizador na de malabarista das memórias de um povo, em prol da manutenção da fé da utilidade das suas vivências? Demasiado complicado? Demasiado irrealista? Demasiado céptico? Perdi a confiança numa das capacidades que nos distinguem dos outros animais (e não falo do bipedismo)? Até ver eu responderia sempre que não! Mas isso sou eu. Já sei que para vos pôr a vós a responder também um sonoro não, terei que fazer mais um exercício de demonstração que vos leve a: recostar na cadeira, levantar a sobrancelha esquerda e girar um pouco o pescoço ao melhor estilo de Horatio Caine*. Lancemos então o exemplo. Hoje apetece-me fazer um filme de ficção científica, o que tenho que “imaginar” para correr bem? Talvez uma lista de ingredientes seja útil:-Ter uns 8 tripulantes
-Ter uma Nave
-Ter um objectivo profundamente megalómano
-Não ter um enredo por aí além
-Ir tendo uns problemas na Nave para ganhar minutos
-Começar a eliminar tripulantes para manter o interesse em alta
-Começar a duvidar da possibilidade de cumprir o objectivo
-Inserir uns factores externos, que nem precisam de ser muito perceptíveis (tais como esta frase), para ganhar um pouco mais de tempo
-Ficar apenas com 2 tripulantes
-Cumprir o objectivo
-Salvar o mundo
Alguém se lembra de menos de 8 filmes com este enredo?! É claro que existem muito mais fórmulas: a fórmula amor no campo, viagem em África, guerra na Rússia, sentido da vida na 3ª idade, toda a colecção Panini dos Reis, o agente secreto, o adolescente inconsciente, etc., etc.. Depois venham-me dizer que o cinema não está caro, se eu ando a pagar para ver o mesmo filme 8 vezes!!!
*(Objectivo já conseguido depois de lerem a 2ª e 3ª frase!)
domingo, 7 de setembro de 2008
"Tre bonne, un cadeaux!"
Caros leitores, certamente já terão reparado que estamos a chegar a um momento ímpar e sem igual do nosso blog! Engraçado porque esse momento ímpar, afinal é par! Falo do visitante número 1000*! Para celebrar este marco histórico, foi decidido que esse mesmo visitante irá receber uma lembrança, que mais não fará do que o relembrar e perpetuar na sua memória os bons tempos em que ainda lia bons/educativos/engraçados/úteis textos. E que lembrança será essa? Será nada mais, nada menos, do que uma primeira edição autografada da colectânea dos textos editados por este autor. Digam lá que não é de ficar em pulgas? Mas, para aqueles leitores que não tenham a sorte de levar o prémio, tenho outra oferta não menos prestigiante. Convido todos os leitores regulares deste "sítio" a enviarem-me os seus textos, aquele que passar no difícil filtro de qualidade, terá o orgulho de ter o seu post editado, com direito a escolher a imagem e tudo!Saudações
*tou pra ver é como é que se sabe quem é o 1000!
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
"Porto saiu de Belém com dose dupla de pastéis"
Será talvez um dos maiores mistérios da Humanidade, de onde raio vêm os títulos dos jornais desportivos? Quem possui tamanha formação para essa profissão? Onde se tira o curso que permite a estes magníficos cérebros lembrarem-se de coisas que nem lembram...ok, o resto da frase já vocês sabem. É realmente perturbador pensar que existem pessoas com tamanha criatividade. "Grande coisa...", pensam vocês. "Grande coisa!!!", digo eu! Soubesse eu da existência de um e certamente não o largaria com a certeza de que a qualquer momento tornaria espectacular qualquer evento insignificante da vida quotidiana! De qualquer forma, cumprindo um pouco da tradição deste blog, iremos tentar ajudar-vos a ficar mais perto do Olimpo do conhecimento, fazendo uma pequena demo de como funciona um cérebro de um "titulador desportivo". Pensemos então no último clássico e tracemos vários cenários:"Ontem na Luz foi dia de Reyes"
(Reyes marca golo e resultado fica 1-0)
"Há mar e mar, há vir e marcar"
(Aimar marcava o golo solitário da vitória na sua estreia)
"Porto de Luxo!"
(Porto ganhava com grande exibição de Lucho)
"Benfica saíu lixado do Derby"
(Benfica perde com golos de Lisandro Lopez, também conhecido por Lixa)
"Luz assiste à transformação do gigante Verde"
(Hulk fazia um jogo de encher o olho)
"Em terra de pobre, quem tem Cebola é rei"
(Alusão à hipotética boa exibição de Rodriguez)
"Não foi só pela beleza da valsa que a Luz chorou"
(Dupla referência aos argentinos e a Cebola Rodriguez)
Como se devem ter apercebido, esta é uma ciência que, infelizmente, nem todos podem dominar. Exige uma inteligência acima da média, um conhecimento linguístico profundo e uma imaginação fora dos padrões normais. No fundo e resumindo, exige uma capacidade sobre-humana de fazer omoletes sem quaisquer ovos! De qualquer forma, uma palavra de apreço para todos os jovens leitores que neste momento atiram a toalha ao chão: "Nem toda a gente tem de ser doutor ou engenheiro e muito menos titulador desportivo".
terça-feira, 26 de agosto de 2008
"Quem te avisa..."
Existe um fenómeno inexplicável no nosso País e que mete num saco todos os dramas do Mulder, da Scully, do Spoke, do Tsubasa e até dos Ursinhos Carinhosos. Toda a gente que conheço já pronunciou um dia em conversa a seguinte frase: "O que eu gostava mesmo era de ter um Bar". Mas que raio de ideia... certamente nunca pensaram que a maior parte da diversão está do lado de cá do balcão, ou que pelo menos o nível de "minuins" à borla é maior desse lado, ou que as mulheres jeitosas estão também desse lado, ou que as máquinas de diversão estão desse lado, etc., mas um grande ETC.. Mas como não se cortam as pernas aos amigos ("Oh Povo, seja lá quem sejas, esta tirada foi infeliz!"), acho que pelo menos posso deixar uns conselhos. Sendo assim, além do óbvio que é saberem escrever, existe algo de muito importante que vão ter que pensar quando forem abrir actividades e essas coisas (era só beber não?!). Falo do nome do estabelecimento. Questiono-me sempre se os proprietários terão dedicado mais do que 10 segundos a pensar no nome do mesmo. Questiono-me agora também se não estarei a ser injusto, sendo esse nome sugerido pelo edil camarário, ou pelos senhores dos registos, ou pelos homens dos impostos (ahh, afinal os impostos são os que impõem!). Acho que compro a ideia de que 10 segundos não chegam para chegar à placa no cérebro que diz "Imaginação, próxima à esquerda". De qualquer forma, como bom amigo do meu amigo, fiz alguma pesquisa e cheguei às seguintes conclusões. Não se iludam, nomes como os que se seguem, para o vosso estabelecimento, não são minimamente originais ou seja, não vos permite entrar na tão almejada galeria da malta fixe:-Central
-Rotunda
-Avenida
-O Caçador
-O vizinho
-O Estudante
-Escadinhas
-Avenida
-Por-do-Sol
-Sitio
-Casa do Benfica
-Salsa Latina
-NetBar
-Qualquer coisa Irish
-(Nomes de Pessoas...)
-(Nome da Cidade onde estiveram Emigrados...)
-(Qualquer trocadilho com a palavra Bar também não é muito inteligente...)
Ou seja, como já perderam mais de 10 segundos a ler a lista talvez não seja má ideia perderem mais 10 a encontrar a placa de que vos falei. Não me perguntem é a mim, eu nem quero abrir um Bar!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Bem me parecia!!!
Lá está, a ciência quase que se pode fazer através de sondagens. Não, dirão os mais cépticos. Uns não sabem e/ou não respondem. Sim, dirão os outros. Os outros... poderia aproveitar isto para falar de "Os Perdidos", mas não, hoje é de culinária tradicional que se trata! Se há algo que sempre me "apoquentou" e que a ciência nunca me respondeu foi a pergunta: "Ó Marques, qual é o prato típico da tua zona?". Fiquei sempre com a impressão que apenas estaria a dar a minha opinião pessoal, muito parcial portanto, não reveladora da real verdade, intrujante e isso "apoquenta-me". Seria o Bife Campeão (ou em modo fino, Bifinhos com champignon)? Seria a Grelhada Mista? Seria o Bitoque com ovo a cavalo? Seria o Arroz à Valenciana? Perguntassem eles a sobremesa e diria eu sem apelo nem agravo :"É o Doce da Casa!". Perguntassem o vinho e diria: "É o Tinto da Casa!". Perguntassem a fruta típica e diria: "É a Fruta da Época!" Mas o prato principal... É com alívio que vejo que a amostra representativa da população carnívora se decidiu unir neste projecto. De agora em diante será um Marques confiante a dizer a frase:"The tipical dish is the Mystical Grilled!"
(embora possa recomendar também)
"Try also the double touch with an egg riding the horse!"
Obrigado Votantes! Aos outros, que não os dos perdidos, toca a recensearem-se!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
"Quem?!"
Podia voltar da ausência e estampar logo aqui um cliché. Seria começar em beleza!... Pois....adiante. Depois de um período de ausência não forçado mas desejado chegou o momento de dar a cara e ouvir frases tão duras como as que se seguem: "Já não era sem tempo"; "Tava a ver que tinhas perdido o pio"; "Tava a ver que o gato te tinha comido a língua"; "Com que então era só para ir comprar tabaco"; "Esperam-se rajadas vindas de Norte com 60kts"; e "Ainda há pão?". A todos esses apenas recordo que tiveram hipótese para votar numa periodicidade de postagem maior e que escolheram a via mais fácil e mais confortável para o estimado autor. A todos esses estimados amigos e clientes, um bem-hajam.Mas vamos ao que interessa. Como prometido, mesmo que neste caso não seja de-vidro*, iremos falar sobre o Sr. Anónimo. Desde já muito boa tarde ao próprio. Há quem me tenha dito que não é um mas vários os Anónimos que percorrem os blogs. Mas a mim não me enganam, ele só pode ser um. Admito contudo que deve ter um trabalho desgraçado já que está por todo o lado, isso é inegável. Tenho várias razões para afirmar isto, no entanto, aviso desde já que no final me têm de devolver as mesmas para eu poder ficar com a minha razão*. A minha tese baseia-se num estilo muito próprio, uma assinatura, um conjunto de características únicas que o Anónimo possui e que seria impossível ser comum a outros pseudo-anónimos. Quais são essas características? Pois bem, aqui estão elas. O Anónimo tem sempre uma conversa que nem lembra ao menino de barro das igrejas. O Anónimo escreve sempre como se lhe devessem dinheiro mas ainda em escudos o que ainda chateia mais. O Anónimo tem medo que descubram quem é porque ainda é adolescente e tem vergonha do acne. O Anónimo é danado para a brincadeira mas daquelas de que só ele se ri e provoca uma ira paternal no alvo dos seus comentários. O Anónimo descende dos peixes e participou no filme "O Nimo"*. O Anónimo é um descontente ex-trabalhador do jornal "O Público". Por último, o Anónimo tem acções na Dielmar, já que a sua conversa dá sempre pano para mangas. Et voilá, cá está o seu perfil, agora cabe a cada um juntar dois mais dois e descobrir quem é o personagem. Só dou uma pista, percebe de informática na óptica do utilizador. Saudações.
*Só para descansar as mentes mais inquietas, sim, tenho a perfeita noção de que três piadas rebuscadas dão direito a expulsão. Mas a segunda o bandeirinha não viu. Ehe
sexta-feira, 4 de julho de 2008
O Pânico do artista! Com P grande, tal como está!
Tempos conturbados se vivem neste blog. O compromisso é que o artista poste quando lhe apeteça, ou seja, só quando tem ideias brilhantes. Mesmo assim, o artista sente que mais do que o seu prazer na escrita (embora com erros e pouco técnica), tem com este blog um papel social a cumprir. Chamem-lhe evangelização, chamem-lhe culturação, chamem-lhe culturismo, chamem-lhe musculação, chamem-lhe qualquer outro trocadilho que já não me lembro de mais! Ou seja, há uma vontade de não defraudar o leitor que dia após dia visita o sítio no sentido de beber novos ensinamentos que lhe possam ajudar a encarar o futuro com um sorriso (além daquele que usa quando lê estas linhas). Contudo, lamento decepcioná-los, não tem sido possível criar ensaios sobre assuntos tão ou mais importantes e/ou pertinentes do que aqueles com que vos tenho brindado. É realmente de lamentar que tal tenha sucedido, mas prometo e acredito que será sol de pouca dura. Dou por mim a pensar na razão de tamanha acefalia momentânea. Esforço inglório, em estado de acefalia será difícil pensar numa razão. Bom, de qualquer modo, tal como no futebol, nem sempre se pode jogar o derby, de vez em quando há que ir jogar contra os pequenos, outras vezes é preciso treinar, outras ainda é preciso estar em recuperação. Nestes momentos gosto de me lembrar do ditado galês: "There´s sea and sea, there´s go and come back!"quarta-feira, 2 de julho de 2008
Com o Natal aí à porta...
Estamos fartos de ouvir que hoje temos que saber jogar na antecipação. Aplicando a isto a máxima "Em tudo como na vida" pensámos em idealizar desde já uma mini lista de prendas de Natal, "Não vá o Diabo tecê-las" (estranha imagem a do Diabo a tricotar mas pronto...). Não que a lista seja extensa, já que apenas se resume a um item, mas dada a complexidade e jogo de cintura que implica arranjar o referido item achamos que é melhor abrir já o jogo para depois não haver desculpas. Estando a esta altura já criado um agradável ambiente de suspense e antes que os corações mais fracos comecem a dar de si, cá está a lista de prenda de Natal:-ZX Spectrum 128K
Numa época em que as foleiramente designadas "Estações de jogo 3" estão na moda, só posso imaginar que esta gente nunca tocou num PC de jogos a sério. Qual é a piada de não termos de estar 10 min à espera que o jogo "carregue" sempre na expectativa de "não entrar"? Como se pode ser feliz sem nunca ter jogado um Double Dragon, um Green Beret, um Renegade, um Golden Axe.....como se pode ter crescido sem um Paradise Cafe?*! Vá, agora é altura de se desligar o PC, levantar dessa cadeira e começar a cruzada! Que o Santo Graal (este é de uma paróquia norueguesa) vos ilumine o caminho!
*Para quem não sabe este RPG saíu em 1985 pelas mãos de uns Portugueses ("a inteligência só lhes dá para o mal")!!!


